As fonoaudiólogas Camila Rezende e Ludmila Coelho explanam sobre a dislexia.

LIVRO CORAÇÃO SEM FIM

 

A dislexia é um distúrbio neurobiológico que dificulta o processamento linguístico relacionado à aquisição da leitura consequentemente da escrita podendo afetar também a percepção dos sons da fala o que traz prejuízos para o desempenho escolar, social, profissional e afetivo da pessoa disléxica.

O que ocorre são falhas nas conexões cerebrais. Assim o indivíduo com dislexia tem dificuldade para associar o símbolo gráfico (letra) ao fonema (som) que elas representam e não conseguem organizá-los mentalmente em uma sequência correta, apesar de possuir inteligência normal e ser exposto ao aprendizado adequado e meio sociocultural adequado.

Esse distúrbio ou transtorno geralmente é percebido durante a fase de alfabetização. Não há um consenso sobre número de disléxicos no mundo, sendo a porcentagem influenciada pelo critério diagnóstico utilizado e o sistema linguístico de cada país. No Japão, por exemplo, cerca de 1% da população é disléxica. Já nos EUA e Brasil este índice encontra-se entre 5 e 6% da população. Por tanto são mais de 7 milhões de pessoas convivendo com essa dificuldade no país.

Não existe tratamento medicamentoso para a dislexia, e, apesar de parecer um “bicho de sete cabeças” quando identificadas e tratadas desde cedo, é possível dar condições ao disléxico de criar estratégias para lidar com o transtorno. Comorbidades como o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) são frequentes neste distúrbio e para estes quadros associados existem medicações que se mostram eficazes, e que juntamente com acompanhamentos psicológicos, psicopedagógicos e/ou fonoaudiológicos, contribuem para melhora do quadro.

Entre os profissionais envolvidos no atendimento ao disléxico está o fonoaudiólogo. É justamente o fonoaudiólogo a pessoa habilitada a trabalhar a dificuldade em associar os sons da fala às letras correspondentes. Para ler e escrever, é preciso saber pensar sobre a fala, dividir a fala em unidades menores e fazer a associação e manipulação dos sons e das letras, o fonoaudiólogo estabelece estratégias para facilitar a leitura, para ajudar o indivíduo a associar o som à escrita além de estimular outras áreas, como a linguagem oral.

As dificuldades na aprendizagem de leitura/escrita são muito diversas. Nem toda dificuldade de leitura é uma dislexia, o diagnóstico e tratamento devem ser feito, como dito anteriormente, por equipe multidisciplinar. Em muitas situações, as dificuldades escolares provocam uma série de outros problemas, como o sentimento de insucesso, frustração, isolamento, depressão, agressividade, desinteresse e a desatenção. É essencial identificar quando existe uma dificuldade de linguagem ou de leitura e escrita para que o indivíduo receba o tratamento adequado, independente de ser ou não uma dislexia. O caminho a ser percorrido é difícil, mas, com o apoio adequado, pode-se e deve-se ir atrás de seus objetivos e conquistá-los.

Contato.

Rezende Coelho – Fonoaudiologia e Consultoria Ocupacional
3598.3581 | 9149.8272 | 8515.9583
www.rezendecoelho.com

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